Novidades
Diretores do Sindpoc visitam a 16ª DPT da Pituba
Balanço Carnaval de Juazeiro
Sindpoc celebra 17 decisões judiciais favoráveis em Janeiro
Sindpoc prestigia confraternização da 7ª DT no Rio Vermelho
Presidente do Sindpoc anuncia que mais servidores serão beneficiados com a conversão da licença-prêmio em pecúnia
Vitória da atual gestão do sindicato!
Delegada da Polícia Civil denuncia assédio moral na Central de Flagrantes
- Por Administrador
- 6 novembro 2019 21:38
A delegada Marley Reis de Oliveira, 54 anos, era lotada na Central de Flagrantes (Iguatemi), quando passou a ser vítima de assédio moral e tortura pela coordenadora da unidade, Emília Branco. A delegada protocou a denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT). O Governo do Estado e a Coordenadora da Central de Flagrantes serão processados por assédio.
O início dos assédios foi logo após a entrada de Emília, quando ela assumiu a coordenadoria da Central de Flagrantes, em maio do ano passado.
Por sempre ter tido uma boa relação na unidade, Marley e as colegas de trabalho criaram um grupo no WhatsApp para promover uma integração entre as servidoras de Salvador e trocar informações relacionadas ao cotidiano laboral da unidade. A coordenadora se sentiu incomodada com o grupo de watssahp e começou a perseguir a delegada por causa das noticiaagens que eram feitas no aplicativo.
A delegada acusa a coordenadora da Central de Flagrantes de tentar induzi-la a praticar tortura com outros presos para colher depoimento dos acusados e fazê-los confessar o crime. “Eu dizia em alguns casos que não tinha como dar flagrante e ela dizia que eu tinha como dar meu jeitinho”, denuncia Marley Reis.
Perseguida pelo trabalho realizado, a coordenadora era vista fiscalizando os procedimentos feitos por Marley. “Cansei de chegar na Central e ver ela analisando os meus procedimentos”, desabafa a delegada.
Marley Reis ainda destaca a coordenadora a solicitava a emissão de laudo de sanidade mental dos presos, função que não é atribuição do cargo de delegada de polícia. “Até laudo de preso ela me pedia, eu dizia que era delegada de polícia e que não poderia dar laudo de sanidade mental”, enfatiza.
A Coordenadoria ao tomar conhecimento sobre a denúncia que foi protocolada, em junho deste ano no (MPT), removeu de forma arbitrária Marley Reis do cargo de delegada da Central de Flagrantes. Atualmente, a delegada está de licença do cargo após ter apresentado sintomas de Síndrome do Pânico, como falta de ar, mudança de humor, dores no peito e está realizando consultas regularmente com psicólogo e psiquiatra, além de fazer uso de medicamentos depressivos.
Ascom Sindpoc

Departamento jurídico