Novidades
SINDPOC parabeniza Douglas Pithon pela expressiva votação nas eleições 2026
Investigador Kleber Rosa é eleito deputado estadual com 68.920 votos
Jurídico do SINDPOC avança na defesa do Artigo 25 para associado
Após 39 anos na Polícia Civil, Mário César celebra aposentadoria
Decisão judicial garante averbação de curso da ACADEPOL para aposentadoria especial
Departamento Jurídico do SINDPOC garante avanço no cumprimento do Artigo 25 para viúva de escrivão
PM é condenado a 14 anos e 3 meses de prisão por morte de delegado em Itabuna
- Por João Daniel Mendes Santos da Conceição
- 25 março 2026 9:09
O julgamento do policial militar Cleomário de Jesus Figueiredo foi encerrado por volta de 00h40, na última quarta-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna, Sul da Bahia. Após sessão do Tribunal do Júri, o réu foi condenado a 14 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado pela morte do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. Logo após a leitura da sentença, o PM deixou o plenário na condição de custodiado, iniciando imediatamente o cumprimento da pena.
O policial militar será encaminhado inicialmente ao 15º Batalhão e, posteriormente, será transferido para o Batalhão de Choque, em Salvador. O julgamento foi acompanhado por representantes de entidades da segurança pública, dentre eles os diretores do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Roberto Cerqueira e Jandira Isabel, além do presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia da Bahia (Adpeb), Jesus Pablo Barbosa.
O júri popular foi presidido pelo juiz Renato Alves Cavichiolo, atraindo grande presença de profissionais da segurança pública. O caso remonta a abril de 2019, quando uma intervenção policial, iniciada após uma discussão entre um casal nas proximidades de um posto de combustíveis, terminou em confronto entre o delegado e o policial militar.
Segundo as investigações, durante a abordagem, houve um desentendimento e, mesmo após o delegado ter entregue uma arma e se afastado, um movimento posterior foi interpretado como tentativa de sacar outro armamento, momento em que ele foi baleado. Socorrido, José Carlos Mastique não resistiu. A morte causou forte comoção na Bahia; o delegado tinha trajetória iniciada em 1998 na Polícia Civil e, à época, estava lotado em Salvador, onde deixou um filho.
Os diretores do Sindpoc, Jandira Isabel e Roberto Cerqueira, destacam a importância da condenação. "Esse crime bárbaro que tirou a vida do nosso colega Mastique não poderia ficar impune. A sentença do Júri popular reflete a expectativa da população e dos servidores da Polícia Civil da Bahia por justiça!".

Departamento jurídico