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Justiça realizará Júri Popular de PMs acusados de tirar a vida de delegado em Itabuna
- Por João Daniel Mendes Santos da Conceição
- 18 março 2026 14:09
O júri popular dos policiais militares acusados de ceifar a vida do delegado José Carlos Mastique está agendado para 24 de março, no Fórum da Comarca de Itabuna, no Sul da Bahia. A sessão será presidida pelo juiz da Vara, Renato Alves Cavichiolo, e deve atrair grande presença de agentes da segurança pública, já que envolve um confronto entre integrantes das Polícias Civil e Militar.
De acordo com a Portaria nº 006/2026, publicada pela Vara do Júri, será proibida a entrada de pessoas armadas no salão do júri, exceto as que estiverem em efetivo serviço e previamente cadastradas. A medida visa garantir a segurança durante o julgamento, diante da expectativa de comparecimento de policiais para acompanhar o caso.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Eustácio Lopes, convoca a categoria para acompanhar o julgamento e destaca a importância da mobilização. “Será um momento crucial para a Polícia Civil e para toda a sociedade. Convocamos os colegas para estarem presentes, para que acompanhem de perto o julgamento, em defesa da justiça e da memória do delegado José Carlos”
O caso ocorreu em 2019 quando uma intervenção policial terminou na morte do delegado em Itabuna. Segundo as investigações, a situação teve início após uma discussão entre um casal nas proximidades de um posto de combustíveis. Um policial militar à paisana interveio, iniciando uma discussão com um dos envolvidos.
Momentos depois, o delegado José Carlos Mastique e um investigador da Polícia Civil chegaram ao local após serem acionados. Ambos desceram do veículo e realizaram a abordagem. Durante a intervenção, houve um desentendimento entre o delegado e o policial militar. Em seguida, fora do alcance das câmeras, o delegado foi baleado.
Imagens mostram que, antes do disparo, o delegado chegou a entregar uma arma e se afastar. No entanto, ao fazer um novo movimento, interpretado como tentativa de sacar outra arma, um policial que estava atrás efetuou o disparo. O delegado, apesar de ter sido socorrido posteriormente, não resistiu aos ferimentos.
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