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Servidores
da Justiça em greve tem apoio do SINDPOC
Após 23 dias em greve, os servidores
do judiciário na Bahia decidiram suspender a paralisação
no dia 8 de julho, em assembléia realizada no Fórum
Ruy Barbosa, em Salvador. Os servidores resolveram acabar
com a greve por conta do prazo de 48 horas estipulado pela
Justiça para que os trabalhadores voltassem aos seus
postos de trabalho sob pena de ter o ponto cortado.
Para a decisão dos servidores, pesou
também o fato de que a Assembléia Legislativa
está em recesso até o dia 3 de agosto. Até
lá, fica suspensa a votação da proposta
do Plano de Cargos e Salários (PCS) do judiciário,
reivindicação que motivou a greve. Dessa forma,
os dirigentes do sindicato da categoria argumentaram na reunião
que não fazia sentido dar continuidade à paralisação
com a Assembléia parada.
Os servidores ressaltam, no entanto que,
apesar da volta ao trabalho, a categoria manterá a
mobilização e se reunirá mais uma vez
para discutir a implantação do PCS no dia 5
de agosto, um dia após o retorno das atividades na
Assembléia. Os deputados sinalizaram que votarão
o projeto na primeira semana do próximo mês.
Na assembléia, os dirigentes dos
sindicatos da classe (Sinpojud e Sintaj) argumentaram que
suspender a greve neste momento foi a melhor forma de conseguir
benefícios futuramente. “Uma postura de coragem
é recuar agora para avançarmos depois”,
defendeu Augusto Conceição, que faz parte do
Sintaj, ao destacar que os trabalhadores não podem
perder de vista o compromisso com a sociedade, prejudicada
pela interrupção dos serviços.

Importância da unidade
Na ocasião, o novo presidente do
Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Carlos Lima,
destacou a importância da unidade entre os servidores
públicos. “Pela primeira vez fomos convidados
pela diretoria do Sinpojud e viemos aqui dar apoio à
mobilização dos servidores do judiciário
que, assim como nós, lutam por melhores condições
de trabalho”.
Lima ressaltou ainda que a diretoria do Sindpoc tem se reunido
para deliberar novos rumos da negociação com
o governo. A categoria reclama o não cumprimento do
acordo para a suspensão da greve, iniciada no último
dia 28 de março. Os policiais civis da Bahia aguardam
a formulação e implementação da
Lei Orgânica, antiga reivindicação dos
agentes que prevê um novo Plano de Cargos e Salários
e a criação de uma carreira de nível
superior, como já ocorre em outros 22 estados brasileiros.
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