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Polícia identifica 70 criminosos da festa de traficante em Feira de Santana
Alean Rodrigues | Sucursal Feira de Santana - 25/02/2010
Setenta pessoas autuadas em flagrante. Este foi o saldo da operação desencadeada pela Polícia Civil, na última terça-feira, 23, na festa de comemoração do aniversário do traficante Josenildo Borges de Souza, o Pona, 25 anos em uma casa de eventos no bairro Jardim Cruzeiro em Feira de Santana. A informação publicada em A
TARDE de que havia 60 presos foi atualizada pelo coordenador da Polícia Civil na cidade Fábio Lordello no horário do fechamento da edição.
No dia da operação, cerca de 110 pessoas entre homens, mulheres e adolescentes foram detidos e encaminhados para o Complexo Policial Investigador Bandeira. Entre os flagranteados estão três mulheres que já foram encaminhadas para o Presídio Regional. Um fato que chamou a atenção dos policiais foi a presença de crianças no local, muitas ainda de colo, que acompanhavam os pais, ou apenas as mães na festa, que teve início às 12 horas de terça-feira com muita bebida alcoólica e drogas.
“Um absurdo a quantidade de crianças na festa. Muitas estavam no local e os pais nem sabiam onde se encontravam, pois estavam trabalhando”, explicou Fábio Lordello. No local, a polícia encontrou cerca de R$ 7 mil em dinheiro, 50 pedras de crack, 200 gramas de cocaína, além de maconha e lança-perfume. Celulares e acessórios como correntes, pulseiras e anéis foram apreendidos.
“Em cada mesa havia uma quantidade de drogas variadas para que os convidados pudessem experimentar”, frisou Lordello. Ele acredita ainda que a quantidade de entorpecentes era bem maior, já que os envolvidos jogaram boa parte da droga na piscina. Entre os presos estão homicidas, latrocidas, assaltantes e traficantes, muitos com mandado de prisão em aberto e foragidos da Justiça.
Superlotação - Com as 70 prisões, a situação no Complexo Policial Investigador Bandeira torna-se ainda mais preocupante, uma vez que o local já está superlotado. Com capacidade de acomodar 55 presos em 15 celas, abriga hoje 180 em seis celas. Na última rebelião, ocorrida em janeiro deste ano, nove celas foram totalmente destruídas pelos detentos.
Fábio Lordello alegou que não pode deixar de cumprir o papel da polícia de prender os acusados, mas se diz preocupado com a situação em que se encontra o
complexo policial. “Estamos informando a Justiça, que resolve dentro do possível a situação. É preocupante, não iremos compactuar com o crime”, destacou.
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