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Sindpoc repudia ausência de deputados baianos na sessão ordinária sobre Segurança Pública

O Sindpoc repudia o descaso dos deputados baianos pela não participação da primeira sessão ordinária do ano da Assembleia Legislativa do Estado, realizada na segunda-feira (22) que tinha como pauta a Segurança Pública. Em matéria veiculada no Jornal A Tarde desta terça-feira (23), Casa vazia no início do ano”, destaque na primeira página, relata que “Embora 45 (dos 63) tenham assinado a lista de presença poucos permaneceram no plenário na maior parte das duas horas que durou a sessão”.

Para o presidente do Sindpoc, Carlos Lima, os deputados parecem desconhecer o caos que se encontra a segurança pública na região metropolitana de Salvador e no interior do Estado. “A sessão ordinária é de grande importância para se discutir a situação das delegacias na Bahia, à falta de estrutura e de pessoal”, comenta Lima, acrescentando que: “Enquanto o governador se esquiva alardeando que o tempo é muito curto para resolver o problema das custódias, e retirar a polícia civil desta tarefa que não é de sua responsabilidade, poderia se reunir com a bancada do governo e exigir de seus deputados que participem das discussões na Assembleia, principalmente quando se trata de assunto de tamanha relevância para a sociedade”.

Carlos Lima surpreende-se que nem a polícia civil e nem a militar foram comunicados de tão importante discussão na Assembleia Legislativa, órgãos que poderiam contribuir bastante para encontrar soluções imediatas para diminuir drasticamente com a criminalidade no Estado. “Nós, policiais civis e militares que conhecemos de perto a situação fomos excluídos do debate. Mais uma vez somos colocados em segundo plano pelas autoridades do legislativo”, critica.

Para o presidente do Sindpoc ao invés do governo Jaques Wagner ficar anunciando com toda pompa a entrega de mais de mil viaturas, poderia está investindo em material humano, em armamento, munições e coletes e na reestruturação das delegacias, “que a maior parte se encontra caindo aos pedaços”.

Lima dá como exemplo o município de Campo Formoso, uma das unidades da 19ª Coorpin, onde somente existem quatro armas para oito policias. Além da falta de colete e munições também não há viaturas para fazer as diligências.  “Esse é só um exemplo, existem diversos e o sindicato pode apontar para quem quiser ver outros tantos”.

O presidente do Sindpoc alerta não somente para a categoria como também para a comunidade em ficarem alerta nas próximas eleições e refletirem bastante na hora de escolher seus candidatos. “Temos que votar em políticos preocupados com a segurança da população. Ou seja, aqueles comprometidos verdadeiramente com os problemas mais graves enfrentados pela comunidade de um modo geral, a exemplo da violência que aumenta cada vez mais”.  

Leia abaixo matéria do Jornal A Tarde de 23.02.2010

 

Violência é principal tema de discussão na reabertura dos debates

BIAGGIO TALENTO

Numa prévia do que será o assunto dominante no ano eleitoral, a segurança pública foi o mote dos debates na primeira sessão ordinária do ano da Assembleia Legislativa do Estado, realizada na tarde de ontem que registrou um minguado número de deputados presentes. Embora 45 (dos 63) tenham assinado a lista de presença poucos permaneceram no plenário na maior parte das duas horas que durou a sessão.

O deputado Heraldo Rocha (DEM) fez o contraste das viaturas da polícia expostas no canteiro central da Avenida Paralela com os dez assassinatos ocorridos no fim de semana na região metropolitana de Salvador para dizer que o governo Jaques Wagner vem investindo pouco na área da segurança pública.

João Carlos Bacelar (PTN) criticou o discurso de abertura do ano legislativo, semana passada, de Wagner quando ele disse que antes de com bater a violência seria preciso “fortalecer os valores da família”. “Quem vai poder esperar por isso?”, indagou.

Foi o suficiente para a bancada governista reagir em discursos seguidos e duros contra os governos passados, sem se preocupar em poupar a administração do provável futuro novo aliado de Wagner, o senador César Borges (PR), ex-governador carlista.

O deputado Yulo Oiticica (PT) afirmou que a marca dos governos passados na segurança era a de “maquiar dados”, sendo “a mentira uma regra”. E, numa crítica mais direta disse que os ex-dirigentes pareciam “virgens de cabaré” ao anunciarem ter a comsolução para os problemas da segurança pública depois que saíram do governo.

 

Já o petista Zé Neto alegou que os opositores teriam entregue a pasta numa situação de caos. “Deixaram somente 300 veículos em condições de uso para o novo governo e os salários dos policiais militares com o piso abaixo do salário mínimo”. O líder do PT Paulo Rangel ponderou que, além de reequipar a polícia, Wagner está combatendo a violência promovendo o desenvolvimento econômico e social da Bahia.

 

O Executivo não deve enviar para a Assembleia nesse ano eleitoral nenhum projeto de monta, revelou o deputado Javier Alfaya (PCdoB), contando que o próprio governador tem incentivado os deputados a aprovarem projetos de suas próprias lavras.

 

“Precisamos fazer um mutirão em março e abril para votar os projetos dos deputados”, disse, soltando uma ironia aos colegas, “além dos títulos e medalhas...”.



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