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ITABUNA - entrega de custódia
Presos esperam na porta de presídio após rebelião e interdição de delegacia
FONTE: Jornal A Tarde DANILE REBOUÇAS E CAMILA OLIVEIRA
Após rebelião, no final da tarde de ontem, cerca de quarenta presos de Itabuna esperaram, em pé, por quase duas horas, na porta do Presídio Penal da cidade para conseguirem entrar para as celas. Eles foram transferidos da Correcional do Complexo Policial de Itabuna, depois que a juíza da comarca local, Cláudia Valéria Panetta, decidiu pela interdição do espaço.
A juíza justifica que a carceragem não dispõe de condições humanas e físicas para manter os presos no local, principalmente, após o motim que resultou em danos ao patrimônio público.
Os primeiros detentos foram levados em viaturas, mas a grande parte deles estava em um ônibus que foi barrado na portaria da penitenciária.
O porteiro disse estar cumprindo ordens do diretor da instituição, Coronel Mascarenhas, que alegava falta de espaço para receber os detentos.
Instalado o impasse, os homens aguardaram em fila indiana na porta do presídio até a chegada de um oficial de justiça, por volta das 22h, com a decisão judicial autorizando a entrada.
Rebelião A interdição da Correcional foi determinada pela Justiça em dezembro de 2008, , mas a decisão não teria sido cumprida." De lá pra cá o Estado não fez nada para melhorar, até fezes de animais encontramos lá dentro, quando fizemos a inspeção em janeiro", disse a juíza.
Ontem, todos foram transferidos após uma rebelião provocada pela suspensão do banho de sol, das visitas e da entrega de alimentação da família.
Entrega de custódia
Ações que deixaram de ser realizadas desde a última quinta-feira, quando policiais civis resolveram entregar a custódia para a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Cabe aos agentes penitenciários e não aos civis a responsabilidade pelos presos.
Durante o motim, iniciado por volta das 16h, os detentos da atearam fogo em colchões, cerraram grades e jogaram pedras em policiais. A polícia usou spray de pimenta. O Corpo de Bombeiros foi acionado.
Na correcional havia 76 presos, quando o espaço tem capacidade para 32. Em 2009, foram registradas 60 fugas. A reportagem tentou entrar em contato com o secretário da SJCDH, Nelson Pelegrino, mas não teve retorno.
Na Correcional havia 76 presos, em um espaço para 32. Em 2009, foram 60 fugas. A reportagem tentou entrar em contato com o secretário da SJCDH, Nelson Pelegrino, mas não teve retorno.
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