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Policiais civis aprovam paralisação
de 72 horas no Carnaval 2010
Dias 13, 14 e 15 de fevereiro
Marcos Sales
Da ASCOM DO SINDPOC

Nos dias 11 e 12 de fevereiro, Operação Padrão; dias 13, 14 e 15, paralisação das atividades por 72 horas; e dia 16 a saída do bloco “Cadê a minha URV?”. Esse foi o calendário de paralisações aprovado por policiais civis nesta terça-feira (26), em assembleia conduzida pelo Sindpoc. Representantes do Sindicato também confirmaram a entrega de custódia dos presos em delegacias à Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), que ocorrerá a partir desta quinta-feira (28).
Durante o encontro desta terça, foram distribuídas cartilhas informando de que forma os policiais deveriam agir com os presos que forem retirados da delegacia para audiências. Eles não deverão retornar para as delegacias e terão a suspensão das visitas na carceragem. Atualmente cerca de 6,8 mil presos estão custodiados nas delegacias do Estado, vigiados por investigadores de polícia. “Eles deveriam estar recolhidos em presídios e sob a guarda de agentes penitenciários, já que a lei determina a existência desta função”, explica Bernardino Gayoso, secretário geral do Sindpoc.
Entre outras reivindicações da categoria estão a nomeação dos 230 agentes que fizeram curso de capacitação em 2009, gratificações salariais, equiparação salarial entre ativos e inativos, insalubridade e aposentadoria especial aos 30 anos.
“O Carnaval deste ano poderá ser prejudicado. Não queremos punir a população, tudo vai depender de uma posição do Governo, da sua disponibilidade em negociar com o Sindicato. Caso o Governo radicalize e não nos procure para uma negociação amigável, faremos o mesmo. Devemos nos respeitar! Estamos corretos em nossas reivindicações e vamos vencer essa luta”, resume o presidente do Sindicato, Carlos Lima.
O vice-presidente do Sindpoc, Marcos Maurício, ressaltou que o Sindicato iniciou no ano passado um planejamento estratégico para a categoria, que será conduzido de forma responsável. Com relação à Lei de Execuções Penais, ele afirma que as visitas aos presos serão suspensas e a situação será informada aos seus parentes. “Não estamos fazendo nada irregular. O calcanhar de Aquiles do governo é a Segurança Pública. No último final de semana, por exemplo, tivemos 42 homicídios. A custódia de presos é hoje o grande problema do governo”.
Maurício ressaltou que perseguições e salários baixos sempre existiram na Polícia e que a última campanha salarial, infelizmente, não foi vitoriosa. “O que queremos com essa nossa mobilização é o alcance das metas que traçamos para a categoria no início da nossa gestão, é conquistar e consolidar essas vitórias”.
Representante da Força Sindical, Nair Goulart apoiou o encontro e as reivindicações discutidas na assembleia. “O papel de um sindicato é seguir lutando e organizando a categoria, o que o Sindpoc tem feito muito bem. Entregar a custódia de presos à Secretaria da Justiça é uma proposta corajosa e ousada e isso demonstra o interesse em resolver esse problema e não empurrá-lo para baixo do tapete”.

Cadê a minha URV?
De acordo com o Secretário Geral do Sindpoc, Bernardino Gayoso, outra forma de protesto será a criação do bloco “Cadê a minha URV?”, que desfilará na terça-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro, da Piedade ao Campo Grande, e deverá agregar todos os servidores públicos prejudicados pela desvalorização salarial com relação à URV. “O nome do bloco é uma forma de protesto. Quando fizeram a mudança para o real existiu uma diferença de percentuais na correção do salário em 11.9% e estamos com essa defasagem. Queremos que o governo pague!', enfatizou Gayoso. |
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