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Policiais civis de Goiás
paralisam as atividades

Fonte: Correio Braziliense

Os Policiais Civis de Goiás paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (5/10). De acordo com a categoria, a proposta de plano de cargos e salários apresentada pelo governo na última quinta-feira (1/10) não foi satisfatória.

A Secretaria de Segurança Pública do estado afirma não ter sido comunicada oficialmente da greve. Além disso, o órgão disse que só vai se manifestar após verificar se o movimento cumpre a lei. As greves são consideradas legais quando há 30% do efetivo trabalhando. Atendimentos de flagrantes e de crimes hediondos também são obrigatórios.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Silveira Alves de Moura, há cerca de 70 dias a categoria suspendeu uma greve na expectativa de que o governo atendesse as reivindicações (veja abaixo). "Pedimos uma teto de R$11.200, sabendo que o governo iria cortar. Aí eles vão e abaixam para R$ 4.800. Só que os policiais militares tem um teto de R$ 9.720. Queríamos pelo menos isso".

Moura explica, ainda, que a negociação prevê aumento satisfatório apenas para a classe especial. "Acontece que apenas uma minoria da categoria está enquadrada nesta classe. Além disso, a aplicação desse aumento demandaria tempo, já que os policiais precisariam passar por um curso de formação".

De acordo com o presidente do sindicato, a greve não será suspensa para negociações. "Confiamos no governo antes e voltamos ao trabalho. Mas agora não vamos mais cair nessa conversa".

Atendimento

Silveira de Moura afirma que 100% dos policiais civis irão aderir ao movimento. As delegacias funcionarão com 30% do efetivo. Haverá, apenas, registro de flagrantes e de crimes contra a vida, como homicídios e latrocínios. Além disso, haverá também requisições de exames que necessitem de perícia com urgência.

Proposta recusada

O governo de Goiás apresentou uma proposta de plano de cargos e salários aos policiais civis. O Plano cria três níveis salariais para cada uma das três classes (1ª, 2ª e 3ª). Com base na sugestão, haveria ascensão e dois em dois anos, seguida de um reajuste de 5%, além do aumento pela mudança de classe, de 10%.

Também fica criada a classe especial para agentes e escrivães, com ganho salarial de 17% em relação à classe anterior. Do início da carreira – com salário inicial de R$ 2.711,00 – ao final da carreira – cuja proposta é de R$ 5.144,99 – o ganho salarial dos agentes e escrivães será de 89,72%.

Reivindicações

- Reposição inflacionária dos últimos cinco anos;
- Correção do salário atual de R$ 2.711 para R$ 3.348;
- Pagamento do resíduo do subsidio;



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