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Nilton
Castro fala sobre sua gestão
como presidente interino do SINDPOC
A luta que vem sendo
travada nos últimos meses pelo SINDPOC em prol de avanços
para a Polícia Civil baiana é digna de sua representatividade
e tradição. São cerca de 4,2 mil funcionários,
entre agentes, escrivãos e peritos assumindo a responsabilidade
pela segurança pública do Estado.
A eleição para a presidência
do SINDPOC, no fim do ano passado, foi um período bastante
conturbado na história do Sindicato. A Chapa 2 foi
eleita com maioria significativa, após várias
tentativas por parte do grupo de Crispiniano Daltro de boicotar
as eleições que o tirariam do cargo, após
16 anos.
Nesse período, o comissário
de polícia, Nilton Castro, desempenhou um papel importante,
ao assumir o cargo de presidente interino e todas as conseqüências
que esta decisão implicaria. Com a posse do novo presidente,
Carlos Lima, Nilton atua agora como um conselheiro do Sindicato.
Confira mais na entrevista a seguir.

Jornal do SINDPOC
- Como foi assumir a responsabilidade naquele momento?
Nilton - Aceitei a indicação
em nome da minha categoria, que precisava de mim naquela hora.
Minha motivação maior foi viabilizar o processo
das Eleições, dentro do prazo estipulado pela
Justiça. Há 16 anos, a direção
do SINDPOC era a mesma. Só porque tínhamos uma
chapa, queriam evitar que a eleição ocorresse.
A lei determina que o processo fosse manual, não virtual,
como propôs a gestão 2005/2007.
JS - Porque
a eleição foi suspensa?
Nilton - As cédulas e urnas não
foram disponibilizadas e os cerca de 200 policiais, peritos
e agentes que compareceram ao local não puderam fazer
suas escolhas. A suspensão do processo desrespeitou
a liminar da juíza da 38ª Vara do Tribunal Regional
do Trabalho (TRT), Olga Vasconcelos, que determinava que a
eleição fosse executada através do modo
convencional, e não via internet. A junta eleitoral
formada pelos membros da diretoria anterior entrou com quatro
recursos para tentar derrubar a liminar, mas não teve
sucesso.
JS - Qual a
crítica feita em relação à greve
deflagrada pela Chapa 1?
Nilton - O grupo expôs toda a categoria
ao ridículo, utilizando um mecanismo sério como
a greve para atingir algum grau de visibilidade, no intuito
de promover seu projeto de manutenção do poder
sindical e uma eventual candidatura de vereador. Era uma falsa
liderança, que nunca fez nada pela classe. Não
existia mais respaldo com a categoria. Somente quando ele
enxergou a decadência, resolveu querer endurecer com
o Governo.
JS - Quais
são os planos agora?
Nilton - Dentre outros pontos, nossa prioridade
é a Lei Orgânica. Também queremos unidade
nos processos. O Sindicato irá trabalhar em conjunto
com o Delegado-chefe, o secretário de Segurança
Pública, o Governo, a imprensa, o Ministério
Público, a OAB e a Justiça em prol da categoria
com autonomia. A união é fundamental nesse momento.
JS - Como mudar
a imagem do SINDPOC?
Nilton - Com muito trabalho e perseverança.
Nós já estamos sentindo a receptividade dos
associados. Aos poucos vamos nos desvincular do passado e
construir uma nova história. Inclusive várias
pessoas que pediram para se desligar do Sindicato já
nos procuraram para se associar novamente. Vamos mostrar que
os policiais civis da Bahia podem acreditar na seriedade e
no compromisso da nova gestão.
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