Precariedade nas
delegacias é denunciada
A matéria do Jornal A Tarde de segunda-feira (14/09) “Segurança pública tem estrutura precária no interior” denuncia o pequeno número de armas para o trabalho do policial e outras irregularidades, a exemplo de que são os próprios agentes que têm que comprar material.
Poucas armas para o trabalho
Armamento parece artigo de luxo nas delegacias do interior. Em Baixa Grande, conforme o investigador Alex Costa, há disponíveis apenas um colete à prova de balas e duas armas – o efetivo é composto por Costa, um delegado e um escrivão. Na delegacia de Saúde, também só há um colete. A delegada do município, Ana Angélica Azevedo, ainda responde pela unidade de Umburanas, distante mais de 150 km. Em Capim Grosso, policiais precisam tirar do próprio bolso para ter uma arma. Na de Miguel Calmon, são apenas 3 armas.
Telas cobrem área para banho de sol
Na delegacia de Capim Grosso, a cobertura de tela metálica sobre grades causa transtornos para um grupo de 11 presos, que fica em uma cela adaptada em uma área que era destinada para o banho de sol. “Quando chove, molha tudo aqui dentro”, reclamou Júnior Duarte, preso por tráfico. Em Miguel Calmon, o mesmo tipo de cobertura – apenas sobre o pátio do banho de sol – traria vantagens aos presos. “Essa estrutura permite que alguém jogue drogas e até serras aos presos”, advertiu o delegado Ademar Alves de Souza.
Carro oficial parado há anos
Todo o espaço da garagem da delegacia de Piritiba é ocupado por um GM Celta apreendido e duas viaturas – um GM Meriva, único em atividade, e um VW Gol, com padronização antiga, parado em definitivo, com lataria enferrujando e falta de peças há dez anos. O próprio Meriva ficou seis meses parado em 2008, segundo o investigador Luís Cléber. “Tudo porque o Estado não enviou os quatro pneus. O carro ficou aí todo esse tempo sem rodar. Tínhamos que usar carros cedidos pela prefeitura”, lembrou o policial.
Agentes têm que comprar material
Segundo um policial, que pediu anonimato, internet, aparelho de ar-condicionado e outros equipamentos são financiados pelos próprios servidores em Gavião (a 242 km de Salvador). Em Miguel Calmon, a impressora para emissão de boletins de ocorrência também foi comprada pelos agentes. O delegado Eduardo Brito, da 16ª Coorpin (Jacobina), confirmou que uma parceria com o Poder Judiciário está permitindo que a sede seja equipada com computadores financiados por meio de sentenças pecuniárias.