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Morte de Investigador
Policiais alegam que havia perseguição

Jornal A Tarde – 23.08.2009

O corpo do investigador da Polícia Civil Augusto César Mota Urpia, 46 anos, foi sepultado às 10 horas de ontem, no Cemitério Bosque da Paz. Durante o funeral, representantes do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) insistiam com a versão de que Urpia, que cometeu suicídio na manhã da última sexta-feira, viria sofrendo o que chamaram de "perseguição" por parte da delegada Inalda Cavalcante, titular da Delegacia de Homicídios (DH), atualmente sob licença médica.

Urpia ocupou o cargo de chefe do setor de investigações da DH, do qual acabou saindo após um desentendimento com a delegada, o que foi confirmado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, na edição de ontem de A TARDE. “A delegada o pressionou a ponto de deixá-lo abatido. Havia escalas em que ela deixava apenas ele de fora”, acusou Bernardino Gayoso, secretário-geral do Sindpoc. Gayoso anunciou que vai mobilizar a categoria para pedir a exoneração de Inalda da titularidade da DH.

“Se ela não sair, vamos parar aquela unidade”, disparou. Na DH, agentes, que pediram anonimato, saíram em defesa da delegada. “Querem justificar a atitude do colega colocando a culpa na delegada. Como ela pode ter feito perseguição se está doente e o investigador Urpia nem trabalhava mais aqui?”, questionou uma policial.

Há quatro meses Urpia trabalhava como plantonista na 6ª CP (Brotas), em cujas dependências ele cometeu suicídio, atirando contra a cabeça com um revólver. Com 20 anos como policial, Urpia deixou esposa e dois filhos, de 26 e 22 anos. A TARDE tentou contato com Inalda, por telefone, sem sucesso até o fechamento da edição.

 



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