Promotor denuncia falta de policias
Jornal A Tarde
GLAUCO WANDERLEY | FEIRA DE SANTANA
Uma cidade sem delegado, sem viaturas, sem agente de polícia e sem escrivão. Crisópolis (a 200 quilômetros de Salvador) não tem nada disso, mas tem promotor. E o promotor, João Paulo Schoucair, decidiu processar o Estado da Bahia, numa ação civil pública, para que a Secretaria de Segurança Pública providencie segurança para o município. A cidade conta apenas com oito policiais militares que trabalham com escala de revezamento de apenas dois policiais por dia.
De acordo com o promotor, Crisópolis deveria ter, pelo menos, 40 policiais, considerando a população do município de cerca de 20 mil pessoas e a média de policiais existentes no Estado (efetivo total dividido pela população). Ele pediu à Justiça que obrigue o governo a enviar o contingente necessário ao município.
Segundo o promotor, a população se sente insegura e cobra dele providências.
A comerciante Suzi Pereira confirma que ultimamente a insegurança piorou. Em 2009 ocorreram dois homicídios, um dos quais sendo roubo seguido de morte. “Além de serem poucos, os policiais ainda saem para ocorrências em cidades vizinhas”, conta. “Temos muito medo. Principalmente na hora de abrir ou fechar as lojas”, revela Lenilza Nascimento, caixa de um estabelecimento comercial do centro da cidade.
Segundo o promotor Schoucair, a notificação da Justiça ao Estado foi enviada pelos Correios. A partir do recebimento, passa a contar um prazo de 72 horas para o governo se manifestar. A assessoria de comunicação do governo informou que o Estado só vai se pronunciar depois que receber a notificação