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Presidente do Sindpoc denuncia condições precárias de trabalho na
Polícia Civil da Bahia

O presidente do Sindpoc, Carlos Lima, foi convidado para subir a tribuna do plenário pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa da Bahia, deputado João Bacelar, quebrando o protocolo daquela Casa.

Lima aproveitou a ocasião para denunciar diversas irregularidades na corporação da Polícia Civil do Estado da Bahia, a exemplo da falta de estrutura física nas unidades, condições precárias de trabalho, o REDA nas unidades operacionais – prejudicando o bom andamento das operações principalmente na CENTEL.

Ele explicou que quando ocorre um “CQ15” (pedido de socorro) esses funcionários contratados (REDA) não tem a experiência para desenvolver a emergência que a situação requer naquele momento. “Portanto, o governo tem que nomear os investigadores, escrivães e delegados que já estão aptos e exercerem suas funções”.

Lima relatou ainda que o Sindpoc nomeará uma comissão para atuar junto ao governo com a finalidade de acelerar estas nomeações, “já que todo o Estado está com ausência de pessoal”.

Na oportunidade, o presidente do Sindpoc informou ao secretário Nelson Pelegrino, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), principal palestrante do dia, que a policia civil irá entregar a custodia de presos em dezembro deste ano ou no mais tardar em janeiro de 2010, já que conforme o regimento é desvio de função. “A lei atribui ao agente penitenciário essa responsabilidade”.

Lima disse ainda que na viagem que fez a Juazeiro com a comitiva do Sindpoc encontrou algumas irregularidades, e sugeriu ao coordenador um tratamento diferente para o servidor policial, conforme requer o regimento.

O presidente do Sindpoc ficou sabendo na AL, através dos diretores do sindicato, que a SAEB está tentando modificar o que foi decidido no acordo. “Vamos ficar mobilizados porque se isso ocorrer temos que realizar uma assembléia geral e decidir como reagir a essa atitude do governo”.



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