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Opinião:
DPT e Lei Orgânica
Em setembro de 2005, durante a elaboração
da Lei Orgânica da Polícia Civil, alguns segmentos
de Peritos deste Departamento, exceto os Peritos Técnicos,
se recusaram a participar afirmando não serem Policiais
Civis. Mas o tempo é o melhor remédio para os
grandes males e se não fosse pela atuação
da APTPOL (Associação dos Peritos Técnicos
de Policia da Bahia) à época, nós integrantes
do Sistema Policial Civil nas funções de Peritos
não estaríamos constando nesta lei.
Contudo, com o passar dos anos e finalmente agora na reta
final, temos o reconhecimento, mesmo a contragosto de alguns
experientes jurisperitos que somos - integrantes da Carreira
do Sistema da Policia Civil. Concordamos não só
em participar, como também sugerir algumas adequações
a esta lei que concederá um referencial e identidade
para todas as categorias, além de trazer no seu bojo
uma revolução cultural para esta Instituição.
A partir do momento que todos os integrantes
das carreiras profissionais da polícia estiverem com
o nível superior, temos a certeza que seremos uma Polícia
mais eficiente e com recursos humanos em sua totalidade, com
capacidade de responder às demandas da sociedade moderna
de uma polícia investigativa. Utilizaremos a inteligência
aliada às novas tecnologias para combater o crime em
todas as áreas, dando a resposta necessária
à sociedade, que clama por segurança com competência
e qualidade.
Para que se consigam esses e outros serviços
de qualidade no âmbito da Polícia Civil, é
preciso treinamentos e melhor preparação de
todo o efetivo. Isso sem dúvida passa pelo nível
intelectual dos principais atores desta Instituição,
que são os profissionais de Polícia, sejam eles
pertencentes a qualquer uma de suas carreiras.
Joselito Pinto é
diretor do SINDPOC/BA
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