Policiais civis do Ceará suspendem greve
Os policiais civis do Ceará decidiram encerrar a greve, retomada no dia 3 de janeiro. Em 2011, a categoria já havia paralisado suas atividades. A decisão aconteceu nesta quarta-feira (11/1), após reunião entre a direção do sindicato da categoria (SINPOCI), Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol) e Governo do Estado.
Segundo o Sinpoci, a categoria entrou em acordo com o Governo e conseguiu um reajuste salarial de 17% do seu atual salário (policial civil), e mais 7% do reajuste anual do servidor público relativo ao mês de janeiro. Ganho real de aproximadamente R$ 500 reais.
Ainda de acordo com o Sinpoci, outra reivindicação atendida foi o envio de um projeto de lei à Assembléia Legislativa para os cargos de inspetor, escrivão, operador de telecomunicações e técnico de comunicações Policiais, retroativa a 1º de janeiro de 2012, aplicada aos aposentados e pensionistas que tenham o direito constitucionalmente assegurado. Da mesma forma, será elaborado projeto de Lei visando alterar artigos para incluir em seu rol os Operadores de Telecomunicações Policiais e Técnicos de Telecomunicações Policiais, bem como para possibilitar a promoção de policiais civis de nível médio.
O Sinpoci também informou que o Governo se comprometeu em não instaurar processos administrativos aos policiais civis que aderiram à greve desde julho de 2011. Os 199 policiais civis que tiveram seus vencimentos descontados terão que trabalhar em horário extra para reposição das faltas.
Entenda o caso:
A primeira paralisação da categoria ocorreu no dia 2 de julho de 2011, mas foi suspensa pela Justiça em 5 de julho pela 6ª Vara. A categoria retomou as atividades em 3 de agosto após impasses com a Justiça. Nova paralisação foi realizada em 14 de outubro, mas o movimento, mais uma vez, foi considerado ilegal pela Justiça, fazendo com que os policiais voltassem ao trabalho em 14 de dezembro.
Nas duas primeiras paralisações a categoria permaneceu com 30% do efetivo trabalhando nas delegacias cearenses. Desta última vez, no entanto, segundo informações do Sinpoci, 100% do efetivo policial estava orientado a paralisar as atividades.
Fonte: Imprensa Cobrapol com informações do Sinpoci